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Jamais

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08
Set09

O feitiço contra o feiticeiro

Sofia Rocha

 

 

 

Louçã acusou Sócrates de perseguição aos Professores, de erros de Governabilidade como o caso dos contentores de Alcântara por ajuste directo à Mota-Engil de Jorge Coelho. Novo assunto introduzido: mais uma adjudicação de uma auto-estrada à mesma empresa. Lembrou-lhe ainda que Manuel Alegre teve mais votos do que o PS nas europeias; que o BE, nessa eleição, teve metade dos votos do PS. Recordou-lhe que isso só sucedeu porque a esquerda deve falar a uma só voz, e não a duas.

Vincou que não acabou a recessão técnica, bastando olhar para os números do desemprego. Depois ouvimos toda a defesa das nacionalizações ( banca, seguros, electricidade, etc). Ou seja, o regresso ao PREC, antes de chegarmos à total estatização da economia e da sociedade. ( Pausa para pergunta: como é que é seria a comunicação social no continente e ilhas numa ditadura do proletariado?)

Aqui chegados, debateu-se durante vinte minutos a proposta do BE de pura e simplesmente acabar com os benefícios fiscais. Deu alguns exemplos da Alemanha - que como sabemos partilha o mesmo nível de riqueza do que nós.

Ao contrário da maioria, eu tenho gostado muito dos debates. Pela sua natureza e número tem permitido que fiquemos todos a conhecer os programas e os líderes dos partidos.

Só por grosseira falta de atenção, algum de nós poderá desconhecer ao que vem o BE: transformar Portugal num país totalitário, uma ditadura de esquerda, onde nada mais existe para além do Estado, do colectivo.

Sócrates, munido do programa do BE, deu a provar a Louça do seu próprio veneno.

Apenas espero que o apego de Sócrates ao poder não o leve, na noite das eleições, a ponderar uma coligação com Louçã apenas para darem a Portugal inteiro essa voz única de esquerda.

 

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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