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Jamais

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28
Jul09

Blocrates

Tiago Moreira Ramalho

A blogoconferência de ontem, que reuniu José Sócrates e vinte bloggers, mesmo apesar das trapalhadas tecnológicas, correu bastante bem.

Começo pelo mau, que sou bonzinho o suficiente para deixar o melhor para o fim. Há cerca de dois meses Paulo Rangel fez uma semelhante coisa no Café Nicola, também em Lisboa. Nessa tertúlia com blogues não havia impedimento para além do tempo: Paulo Rangel dispôs-se a estar naquele sítio, a determinada hora e quem quisesse aparecer seria bem-vindo. O número de perguntas apenas seria condicionado pelo tempo, mas de qualquer modo a maioria das pessoas foi ouvir apenas. Esta conferência pecou pela formalidade à partida. São dois estilos e não há necessidade de continuar a comparar. Um outro ponto negativo foi o tique muito à Parlamento de Sócrates conseguir, por exemplo, com uma pergunta sobre energia nuclear falar de tudo o que há para falar em termos energéticos para, nos últimos segundos, dizer que nuclear iria demorar muitos anos e que não quer. Nota negativa também para os acólitos costumeiros que ali foram apenas para bajular o chefe e mandar cartas de amor – eles sabem quem são.
Passada a parte desagradável, vamos aos pontos positivos. O simples facto de ter feito isto já é um enorme ponto positivo. Aliás, depois de Paulo Rangel e José Sócrates a fazer coisas como esta, percebe-se a importância que a blogosfera e as redes sociais já têm na comunicação política. A operação de charme saiu barata e permitiu textos como este que escrevo. Um outro ponto positivo foi o facto de não ter havido transmissão em directo. Ao que parece, segundo o Sapo, não havia problema técnico nenhum, o que me leva a desconfiar. De qualquer modo, assim, o Jamais e o Afilhado terão imagens exclusivas. Sim, porque eu gravei a conferência (haviam de ver, eu todo pimpão com a câmara do João Caetano Dias e com o copinho de água a servir de tripé). É por isso que aqui não escrevo sobre os pormenores sórdidos. Os vídeos aparecerão ao longo da semana.
Bom, independentemente de tudo, a iniciativa por si foi bastante positiva e se calhar vai sendo tempo de os líderes dos outros partidos começarem a pensar em aderir a este tipo de evento. Confesso que teria imenso prazer em fazer umas perguntinhas a mais umas pessoas.

 

[também publicado n' O Afilhado]

7 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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