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Jamais

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13
Set09

O problema do conhecimento

Carlos Botelho

Os Portugueses, esta noite, ficaram a conhecer melhor duas pessoas, dois políticos. Dois caracteres. Que se revelam melhor precisamente com o contraste diante de si.

 

De um lado, alguém que parece não pensar, que, na verdade, não conversa nem discute - não argumenta: limita-se a sacar de chavões, estribilhos, frases de outdoor, que fala como num comício e sempre com uma fluência de autómato. Parece ter um catálogo de expressões decoradas que vai disparando respectivamente para os temas A, B, C... Pior do que isso: tenta deturpar e descontextualizar o que os outros dizem (já resultou noutro debate, neste não).

Do outro lado, alguém que podemos ver a pensar à nossa frente. Não repete nem reproduz frases. Produ-las. Procura falar dos problemas sem recusar toda a sua superfície angulosa e áspera - assume-a no discurso e no argumento. Transporta para o seu discurso a própria dificuldade das coisas. Nesse sentido, as pessoas vêem ali um discurso verdadeiro.

 

O engenheiro Sócrates tem um problema: quanto mais se mascara falando de cor, mais se revela como é. Duvido que as pessoas gostem de ver isso.

1 comentário

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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