Domingo, 13 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 13 Set 2009, às 22:20

 

Manuela Ferreira Leite lembrou no debate de ontem as manifestações e pressões na fronteira de Espanha por causa do TGV. José Sócrates, armado em vítima, disse que essas manifestações são apenas "uma expressão legítima de discordância", alegando que o PS nada tinha a ver com o assunto.

Ora, é sabido que essas movimentações junto à fronteira têm vindo a ser promovidas por dirigentes socialistas, com o auxilio dos seus colegas espanhóis. Essa ideia que há um sentimento espontâneo de revolta contra a possibilidade do TGV ser suspenso é totalmente falsa, e uma manipulação orquestrada pelo PS. Pode haver quem seja contra esta suspensão, mas estas pressões e manifestações que MFL falava têm origem dentro deste PS. Já sabemos que os socialistas gostam de esconder a verdade debaixo do tapete, mas será que pensam que conseguem enganar alguém?


6 comentários:
De bernardo a 13 de Setembro de 2009 às 22:26
Sejam coerentes!Têm toda a legitimidade de criticar as posições de MFL, sejam socialistas ou não!Tal como câmaras espanholas podem dar a sua opinião em algo que as influência directamente, tal como os autarcas portugueses podem e dever intervir aquando, por ex, da construção de uma barragem no rio Tejo.

Mais, não vejo qualquer reparo neste blog às manifestações convocadas apenas com fins eleitorais, por sindicatos controlados pelo PCP, é pena que assim seja. Coerência nunca é demais.


De Joaninha a 13 de Setembro de 2009 às 23:14
Diz o sr Nuno Gouveia que sabe (é sabido) quem promove as maifestações junto à fronteira.
Diga lá quem promove as manifestações dos professores (são sempre os mesmos)?
Estes carregados de razão, aqueles ujns pulhas!...
É isso?


De João Galamba a 14 de Setembro de 2009 às 12:58
Este post é extraordinário. Será que o Nuno acha mesmo que manifestações são pressões ilegítimas? A questão da espontaneidade, ou falta dela, é irrelevante — as manifestações, etições protestos e afins fazem parte da vida e do debate democrático, desde que não violem a lei. As cambalhotas que um apoiante dá para evitar o óbvio: em democracia, a frase de Ferreira Leite é inaceitável


De Nuno Gouveia a 14 de Setembro de 2009 às 13:23
Portanto achas normal que os teus colegas de partido, andem a organizar manifestações na fronteira, com objectivos políticos? É absolutamente irrelevante que a espontaneidade que o PM referiu seja orquestrada pelo PS? É extraordinário que penses dessa forma.

Em lado algum disse que eram ilegítimas, apenas que são organizações do PS e não espontâneas. Se tiveres algumas dúvidas, alguém do Simplex que te esclareça. Alguém, por exemplo, que tenha alguma coisa a ver com as relações exteriores do PS...


De Nuno Gouveia a 14 de Setembro de 2009 às 13:28
Só depois de escrever o comentário anterior é que li o teu post. Agradeço os elogio de "extraordinário" e "desesperado". São epítetos, que vindos de quem vem, só posso ficar agradecido, dado o passado de adjectivos manifestados a terceiros bem piores. Obrigado.


De horacio a 14 de Setembro de 2009 às 15:33
Este Sr. Galamba é extraordinário. Os espanhóis não brincam em serviço. Defendem os seus interesses com unhas e dentes. Mas os seus não os nossos. Seja nas empresas ou nas autarquias eles são aguerridos. Por outro lado Sr Galamba deste lado da fronteira é a pasmaceira total em relação ao que se passa em Espanha. Quer um exemplo: a anunciada refinaria em Badajoz que vai pôr em causa todos os projectos de turismo no Alqueva. Ouviu alguma câmara alentejana insurgir-se contra o projecto??? Viu abaixo assinados??? Apenas Roquette se manifestou contra essa construção.
E agora vêm os Srs. autarcas rosas alentejanos todos indignados contra a suspensão do TGV.
Eles que nos digam o que ganham com o dito TGV. Vão ter muitas estações???
Vão viajar para Badajoz de TGV??


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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