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Jamais

Jamais

01
Set09

Rui Pereira, o super-ministro

Alexandre Homem Cristo

Este ano, a área ardida já representa o dobro da do ano passado. Rui Pereira explica: o que mudou desde o ano passado foi o clima, com este Verão de 2009 a ser mais quente que o de 2008.

O ano passado, 2008, observou-se uma diminuição de 27% de área ardida relativamente a 2007. Rui Pereira explica: conseguiu-se uma diminuição do tempo médio de resposta.

 

Seria oportuno relembrar a Rui Pereira que o argumento do ‘clima’ – incontrolável e portanto um fatalismo – não pode servir apenas para explicar os resultados negativos. Até porque aceitar que o incontrolável – o clima – é uma variável a ter em conta nos resultados positivos permite uma leitura mais equilibrada dos resultados negativos.

Com estas explicações, ficamos a saber que Rui Pereira é um super-ministro: quando tudo corre bem é graças a ele, e quando tudo corre mal é culpa dos astros. Assim é fácil.

01
Set09

Das falhas na saúde à propaganda socialista

José Gomes André

Depois do desastre "Correia de Campos", convencionou-se dizer bem de Ana Jorge, ministra da saúde que se destacava pela sua serenidade e competência. Admito que eu próprio gostei da mudança de estilo, mas a acção recente do ministério da saúde merece críticas severas que porém não se têm verificado.

 

Refiro-me em particular à questão da Gripe A. Portugal é o segundo país europeu com maior taxa de incidência. Os serviços têm dado uma resposta deficiente (veja-se o caso da "Saúde 24" ou dos atrasos no Instituto Ricardo Jorge). A mensagem dos responsáveis políticos é incoerente, oscilando entre o "apelo à tranquilidade" e a descrição de cenários apocalípticos (recorde-se a entrevista de Francisco George ao "Expresso", onde se falava de um país parado e da hipótese de haver 2 milhões de infectados!). A própria ministra afirma não haver motivos para pânico, mas lá vai recomendando que não se frequentem locais fechados ou com muita gente (o que exclui apenas a utilização de cafés, restaurantes, bares, igrejas, museus, transportes públicos, aviões e dezenas de locais de trabalho - coisa pouca, como se vê).

 

O curioso é que são escassíssimas as denúncias deste comportamento errático e, nalguns casos, de pura incompetência. Curioso, mas não surpreendente. Se há coisa que distingue este governo socialista é a sua capacidade para controlar e abafar as mensagens negativas na imprensa, com os métodos por demais conhecidos.

01
Set09

Clarificando as coisas (II)

Rodrigo Adão da Fonseca

Em 2005, a CGD, na "fatia de leão", e a Sumolis, numa parte menor, compraram a Compal por um valor considerado polémico, de 426 milhões de Euros. Havia mais cinco concorrentes interessados na compra mas, à época, defendeu-se, era necessário seguir um "desígnio estratégico", assegurar que a Compal ficasse em "mãos nacionais". O preço pago à Nutrinveste representava 16 vezes o cash-flow operacional da Compal; alguns dos concorrentes alteraram, quer para o impacto negativo que a intervenção do Estado estava a ter no funcionamento do mercado, quer para o uso indevido do dinheiro dos contribuintes numa compra que visava favorecer, quer a Nutrinveste, quer a Sumolis numa posterior alienação - que se traduziu em 2008 numa simpática operação de cosmética, pela venda de parte das acções, e pela entrega, das restantes, por uma "troca de participações", em que a CGD ficou accionista de uma nova empresa, resultante da integração da Sumolis com a Compal. 

 

 

01
Set09

Mário Soares desmente a mandatária para a juventude do PS

Miguel Noronha

Há poucos dias, Carolina Patrocínio afirmava covictamente que  "Portugal foi objectivamente dos primeiros países a sair da recessão técnica e isto assinala o início da retoma económica". Visivelmente agastado,  Mário Soares desmentiu o fim da crise e criticou aqueles que pintam um cenário cor-de-rosa. "A grande crise ainda não passou, apesar de alguns quererem que sim para ficarem nas mesmas posições, mas isso não é possível”, afirmou em entrevista à Lusa.

01
Set09

O carrossel de inaugurações

Miguel Reis Cunha

 

Isto foi em 2005, para as autárquicas.

Agora, em 2009, para as legislativas, é ver os ministros todos os dias, na rua, no dito carrossel, a inaugurar, inaugurar, inaugurar...

É caso para dizer: Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

01
Set09

Rádio Televisão Nacional

Carlos Botelho

Por que será que esta sorridente e beijocada não-notícia é exibida nos telejornais da RTP? É que não se trata realmente de uma notícia. Sê-lo-ia, se estivéssemos perante a "abertura" ou a "inauguração" enquanto tal, mas não é isso que realmente se apresenta ali. A "notícia" da RTP é, não a "inauguração", mas sim os discursos do primeiro-ministro sobre a "inauguração". Pura propaganda auto-bajuladora, de resto. Receei que o homem se entusiasmasse e dissesse que os EUA tinham muito a aprender com as suas políticas para o SNS. Não chegou a tanto, mas lá fez a sua comparaçãozinha abusiva do costume. Mais adiante, sem se rir, perante acompanhantes bem-dizentes, apresentou como emprego qualificado lugares num call-center. É o futuro e tal.

É claro que o primeiro-ministro do Partido Sócrates2009 tem de fazer pela vida e tem todo o direito de andar por aí em tournée a propalar as suas fantasias. Mas a RTP devia incluir estas reportagens de acções de campanha (sim, é o que aquilo é) entre o conjunto das iniciativas equivalentes de Ferreira Leite, Jerónimo, Portas e Louçã.

01
Set09

Os conselhos do desespero

Carlos Botelho

Há quem já esteja por tudo.

Mais uma vez, lá vêm brandir com o tal video-crime, um autêntico documento-fetiche para certas almas arrepeladas. Mas, agora, a mancha infamante não é já a mitomania "socrática" da função exclusiva da procriação. Desta vez, o problema está nestas palavras da protagonista, introduzidas, até, com um toque de auto-ironia e preparando o terreno, como qualquer pessoa que não esteja de má-fé reconhece, para o que seria dito a seguir: 'Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito-as, são opções de cada um, é um problema de liberdade individual.' Harmless enough.

Agora, anotem um parágrafo suscitado por aquelas mesmas palavras, após um curioso excurso em que se sugere que só alguns têm direito às suas "idiossincrasias" (espero que estejam sentados):

 

'Nestas coisas não se trata de tolerar ou deixar de tolerar. O tempo dos choques eléctricos e do internamento à força em hospitais psiquiátricos, das prisões por vagabundagem (Cesariny viveu cinco anos em liberdade condicionada), da expulsão de adolescentes de colégios e liceus, etc., esse tempo passou.'

 

Só mesmo uma espécie de desespero febril pode levar a parvoíces destas.

01
Set09

Honi soit qui mal y pense

Miguel Noronha

"A Rave teve a responsabilidade total sobre o encarte" de 12 páginas publicado no sábado com o “Jornal de Notícias” e no domingo com o “Correio da Manhã”, disse fonte oficial do Ministério das Obras Públicas, que tutela a empresa.

 

Mas certamente que sim! A decisão de publicar os "encartes" no meio da campanha eleitoral foi apenas "técnica". Aliás, é um mero acaso que a construcção do TGV seja objecto de discordia entre os dois maiores partidos e que o do governo (que tutela a RAVE) seja a favor.

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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