(...) Quem é a fonte do "DN"?
No caso em apreço, não é só uma questão de decência.
A traição do "DN" à sua fonte pode esclarecer a questão de fundo. Quem, em Portugal, anda a violar a correspondência de jornalistas? Será o SIS ou um gabinete ad-hoc de informações? E ao serviço de quem?
A notícia do "DN" é a materialização que faltava de um facto que porventura queria ridicularizar, no que à Presidência da República possa dizer respeito: há escutas e violação de comunicações privadas em Portugal, feitas à margem da lei e politicamente orientadas.
Depois, há outro problema.
O "DN" qualifica um contrato estabelecido entre uma fonte de informação e um jornalista do Público como "encomenda".
O termo "encomenda" qualifica, obviamente, os jornalistas que o usam.
O "DN" reconhece às suas fontes confidencias de informação interesse para alguma coisa? Ou acredita, como parece, que só recebe "encomendas"?
Ler o texto completo de Carlos Enes, no Fragmentos de Apocalipse (via Vasco Campilho)
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