Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
publicado por Maria João Marques em 18 Set 2009, às 21:38

"Se o "DN" acha que pode invadir ou beneficiar da invasão de correspondência privada, ainda por cima para denunciar fontes confidenciais de informação de jornalistas de um jornal concorrente, deve ser consequente.

Quem é a fonte do "DN"?

Em nome do "interesse nacional" de João Marcelino, qualquer leitor que tenha comprado o "DN" de hoje tem o direito de perguntar:

Quem é a fonte do "DN"?

Se o "DN" acha que as fontes de informação podem ser divulgadas - e que nalguns casos de "interesse nacional" devem ser denunciadas - deve ele próprio denunciar:

Quem é a fonte do "DN"?

No caso em apreço, não é só uma questão de decência.

A traição do "DN" à sua fonte pode esclarecer a questão de fundo. Quem, em Portugal, anda a violar a correspondência de jornalistas? Será o SIS ou um gabinete ad-hoc de informações? E ao serviço de quem?

A notícia do "DN" é a materialização que faltava de um facto que porventura queria ridicularizar, no que à Presidência da República possa dizer respeito: há escutas e violação de comunicações privadas em Portugal, feitas à margem da lei e politicamente orientadas."

Fragmentos de Apocalipse (via Rua Direita).


4 comentários:
De Amêijoa Fresca a 18 de Setembro de 2009 às 22:35
A densa nebulosidade,
espessa e bolorenta,
acicata verbosidade
facciosa e poeirenta.

O respeito pela privacidade
não se aplica igualmente,
esta prova de autenticidade
de um regime demente.

A mentira e dissimulação
colam-se a essa realidade,
originando a empalação
da falta de honestidade.


De Rafael Marques a 19 de Setembro de 2009 às 15:33

Já não é nova a tentativa do Partido Socialista de artificialmente transformar a Presidência num “terrível” foco de instabilidade e oposição política. A bem da verdade, a cooperação institucional verificada não foi suficiente para este governo, idealmente o que o executivo e o grupo parlamentar do PS desejava era uma presidência subserviente.

Numa semana em que ficámos a saber que dois terços das notícias dos nossos Media são “encomendas” das agências de comunicação, as notícias que hoje vêm a público sobre possível envolvimento dos serviços de informações na obtenção e deturpação de eventuais mensagens entre a presidência e o jornal “Público”, são no mínimo preocupantes. Reveladoras da opacidade e do clima de suspeição e contra-informação instalado.

Estranhamente, no espaço de mês e meio, paradoxalmente nos orgãos de informação que se atreviam a fugir ao discurso oficial do governo, são afastadas as vozes incómodas. Uma vez mais, parece que hoje subserviência é a palavra chave para aferir da qualidade e idoneidade de qualquer notícia ou opinião.

Utilizando uma expressão muito popular, e como agora convém ibérica, “ Não acredito em bruxas. Mas que existem. Existem"


http://novaspoliticas.blogs.sapo.pt/


De Anónimo a 19 de Setembro de 2009 às 15:36
Vale a pena ouvir Helena Matos aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=uWw6XSxnc20


De José Peralta a 20 de Setembro de 2009 às 20:33
Maria João Marques
E sobre as graves acusações ao "Público" e ao seu "comportamento jornalístico", feitas por Joaquim Vieira, seu actual Provedor do Leitor, no passado domingo dia 13 e hoje, dia 20 ?
Incluindo a sua estranheza sobre a "estratégia" da publicação AGORA, de um assunto, 17 meses depois de ele têr acontecido, ( o que não é caso único no jornal...)

Sobre a "deontologia" praticada no "Público", também comenta o Provedor :- "A atitude faz lembrar os métodos seguidos num antigo semanário dirigido por um dos actuais líderes políticos (que por ironia tinha por objectivo, destruir políticamente Cavaco Silva, então primeiro-ministro."

E eu acrescento que o semanário, era "O Independente" de Paulo Portas, e a "vítima" não era só Cavaco Silva, mas também Leonor Beleza,Miguel Cadilhe, Manuela Ferreira Leite, Macário Correia, etc. etc.

Leia, Maria João Marques ! Está na Internet ! Blog Provedor dos Leitores do "Público" !


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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