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Jamais

Jamais

24
Set09

A velha táctica

Nuno Gouveia

A campanha socialista tem sido manchada por uma raiva contra a líder do PSD que deveria envergonhar qualquer democrata. A alusão a Salazar, feita por José Junqueiro, foi o mais recente episódio, mostrando que 35 anos de democracia não foram suficientes para o PS exorcizar o Estado Novo. As constantes referências ao salazarismo e à extrema-direita são um reflexo deste complexo democrático dos dirigentes socialistas, que prosseguem com uma agenda obscurantista contra o PSD, tantas vezes ensaiada no passado.

Uma sociedade democrática assenta em diferenças ideológicas, que nesta campanha manifestaram-se de forma evidente, mas o recurso ao “papão” fascista evidencia as dificuldades com que este PS convive com a diversidade. No domingo os portugueses vão ter a oportunidade de provar que conhecem bem a essência democrática do PSD, e que não se assustam com esta argumentação de baixo nível. Pena é que o PS ainda precise de invocar Salazar em 2009 para tentar vencer eleições. Não há melhores argumentos?

 

(publicado hoje no Diário Económico)

 

2 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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