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Jamais

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29
Jul09

A posta dos leitores

Jamais

"Portugal precisa urgentemente de uma nova política de combate à toxicodependência,  que  sublinhe a importância da abstinência e incentive os jovens a dizerem, sem rodeios e sem vergonha, não às drogas.  É extraordinário o que se vem passando no nosso país. Enquanto o fumador se vê cada vez mais em palpos de aranha para dar largas ao seu vício, o jovem que não toma drogas sente-se cada vez mais marginalizado, para não dizer envergonhado, qual “careta” ou “cocó”, no seio dos seus pares! A mensagem que os governantes portugueses têm feito passar, por responsabilidade de uma política que dá prioridade à redução dos danos provocados pela droga (em detrimento da sua prevenção e tratamento) é peremptória: “consumam drogas se assim o desejarem, que se houver problema nós aqui estamos para vos ajudar depois a reduzir o dano que elas vos causarem”.Parafraseando a propaganda oficial politicamente correcta, é como se dissessem ao gordo: “não tenhas problema em comer doces que nós depois damos-te insulina para não engordares”…!


Manuel Pinto Coelho
Presidente da APLD - Associação para um Portugal Livre de Drogas

 

2 comentários

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    Manuel Pinto Coelho 01.08.2009

    O Sr. Carlos Cidrais, com o devido respeito, parte do pressuposto totalmente errado do “retumbante sucesso” da descriminalização de drogas em Portugal, encetada, como diz e bem, pelo partido socialista em 2001. Tal ideia foi, pelos vistos mais uma vez, passada, agora sim com retumbante sucesso pelo Governo socialista, desta vez por ocasião do momento eleitoral que se vive no nosso país. Assim, com enorme sentido de oportunidade, o Governo do Eng. José Sócrates lembrou-se de convidar um advogado-escritor americano com bons conhecimentos da língua portuguesa (Glenn Greenwald) convidado por sua vez  (não pertence ao quadro), pelo Cato Institute de Washington, instituição que, como outras também liberais, se bate pela legalização/liberalização das drogas e é directa ou indirectamente sponsorizada por George Soros. Tal é o caso da Beckley Foundation, onde o nosso actual primeiro ministro foi buscar  inspiração  para desenhar a actual estratégia de luta contra a droga, totalmente malograda nos seus objectivos de diminuir a prevalência de consumos e a criminalidade entre outros. Tal malogro foi em 2004 prontamente assinalado pelo INA em relatório circunstanciado e convenientemente (quase) ignorado pelos nossos media e como tal, também, pelos vistos, pelo Sr. Carlos Cidrais. George Soros é como se sabe um velho paladino da legalização das drogas ainda ditas de "leves" (ao arrepio das constantes recomendações das Nações Unidas que não se cansam de bater na tecla que droga é tudo quanto se afaste do contexto médico e/ou científico e que como tal droga tanto é a “leve” como a “dura”) que tem  vindo a tentar a todo o custo enfraquecer as Convenções Internacionais das Nações Unidas que a isso se opõem, bem como a política dos países subscritores como é o caso do nosso. Ao contrário do que o bem sponsorizado americano disse para quem o quis ouvir  - praticamente toda a nossa Comunicação Social que em mais um alarde de ignorância saloia embarcou completamente numa série de mentiras apresentadas como factos -  o que se passou, na realidade, foi que entre 2001 e 2007, segundo o relatório de 26/6/09 da ONU ( in WDR/09 de 26/6/09), além de se ter registado um ligeiro incremento do consumo de drogas, ao contrário da redução de 10% noticiada pelo Cato Institute em paralelo com o Eng. José Sócrates..., Portugal foi ainda o único país em toda a Europa a reportar um aumento significativo de homicídios. Chamar a isto de  “retumbante sucesso”...!
    Dados semelhantes aliás já tinham sido apresentados pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião/Universidade Católica Portuguesa (CESOP) que em 2007 implementou, a pedido do IDT, um inquérito nacional sobre as atitudes dos portugueses em relação à toxicodependência, e em que 77,3% dos respondentes sentia que o crime relacionado com a droga tinha aumentado e que 38,5% sentia que a eficácia no controlo da oferta se tinha mantido na mesma nos 4 anos anteriores. Logicamente que sendo estes os inesperados resultados do inquérito, não se estranha que   nunca tenham vindo a público...
    Sr. Carlos Cidrais, para concluir, se me permite que lhe transmita um pouco da minha experiência no acompanhamento já há alguns anos de toxicodependentes e suas sofridas famílias, deixe-me dizer-lhe que é minha profunda convicção que, assim como não se conseguirá erradicar nunca a malária caçando os mosquitos (a solução passará muito mais pela secagem dos pântanos em que estes se desenvolvem), a “secagem do pântano” da toxicodependência passará não só pelo tratamento do toxicodependente e quebra do tráfico, mas também – e sobretudo - pela diminuição da exposição da sociedade às drogas.
    O que nunca se conseguirá com a sua legalização!



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    Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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