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Jamais

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02
Ago09

As quotas e Manuel Alegre

Nuno Gouveia

O PS andou a namorar Manuel Alegre neste último ano, apesar das diatribes do histórico poeta. Dentro da sua estratégia presidencial, Alegre optou por não se candidatar nas listas do PS às legislativas, garantindo, no entanto, o seu apoio inequívoco para Setembro. Alegre sempre foi um crítico "interessado" na acção governativa de Sócrates, clamando sempre a favor de “mais esquerda” na acção, um conceito tão vago quanto inócuo.  Curiosamente, passados uns dias do programa do PS ser conhecido (está certo que é apenas mais do mesmo), o poeta voltou a insurgir-se contra o PS. Mas não para criticar as propostas socialistas: apenas para se lamentar que os seus apoiantes não estejam nas listas do PS. Segundo parece, Alegre queria incluir a  "quota Alegre". Para alguém que se afirma tão interessado nas questões programáticas, e indiferente a lugares, não teria sido mais coerente pronunciar-se sobre o conteúdo e não sobre os nomes? Pelo meio ficou a critica às escolhas de puro espectáculo, como a de Miguel Vale do Almeida. Será isto a esquerda moderna alegrista?

1 comentário

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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