As quotas e Manuel Alegre
O PS andou a namorar Manuel Alegre neste último ano, apesar das diatribes do histórico poeta. Dentro da sua estratégia presidencial, Alegre optou por não se candidatar nas listas do PS às legislativas, garantindo, no entanto, o seu apoio inequívoco para Setembro. Alegre sempre foi um crítico "interessado" na acção governativa de Sócrates, clamando sempre a favor de “mais esquerda” na acção, um conceito tão vago quanto inócuo. Curiosamente, passados uns dias do programa do PS ser conhecido (está certo que é apenas mais do mesmo), o poeta voltou a insurgir-se contra o PS. Mas não para criticar as propostas socialistas: apenas para se lamentar que os seus apoiantes não estejam nas listas do PS. Segundo parece, Alegre queria incluir a "quota Alegre". Para alguém que se afirma tão interessado nas questões programáticas, e indiferente a lugares, não teria sido mais coerente pronunciar-se sobre o conteúdo e não sobre os nomes? Pelo meio ficou a critica às escolhas de puro espectáculo, como a de Miguel Vale do Almeida. Será isto a esquerda moderna alegrista?
