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Jamais

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04
Ago09

Reforçar a sociedade civil (I)

Miguel Reis Cunha

É verdade que os cidadãos estão fartos dos políticos e da política. Mas também é verdade que se tem criado nos últimos anos um clima de passividade e ensimesmamento dos próprios cidadãos. Muitas pessoas pura e simplesmente não se interessam por nada. Não se interessam pela política, nem pelos políticos; mas também não se interessam por ir à reunião de pais dos próprios filhos, nem tão pouco à reunião de condóminos do prédio onde vivem; preferem ver o seu clube de futebol no conforto do seu sofá; mandar vir a pizza a casa, passar o fim de semana a jogar playstation, ter uma profissão que não levante muitas ondas, etc, etc.
Por sua vez, as políticas que fomentam a dependência do Estado acabam por incentivar a pusilanimidade da sociedade civil. Há, em muitos sectores da sociedade, e em particular nos jovens, um adormecimento, uma desmotivação e um enorme desânimo que não nos pode deixar de  assustar .
É por isso que juntamente com o apelo a uma política de verdade, transparência e credibilidade, há também que fomentar o reforço das potencialidades e da auto-estima da sociedade civil; habituá-la a participar, a criticar, a sugerir, a denunciar, a gritar, a construir, a inventar, a elogiar, a agradecer, a incentivar e a se responsabilizar pelos seus actos e omissões. E isto, a meu ver, só se consegue de três modos: através da família, da escola e da cultura.

2 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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