Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
publicado por João Gonçalves em 24 Jul 2009, às 13:36
Houve uma época - feliz, porventura - em que Miguel Vale de Almeida escrevia umas crónicas no Público. Lia as ditas com agrado. Depois, anos volvidos sobre isso, o Miguel decidiu começar a agitar uma bandeira. Com toda a legitimidade, aliás. Primeiro agitou-a com o Bloco. Agora decidiu agitá-la com o eng. º Sócrates. Não percebeu que é o eng.º Sócrates quem o agita a ele como bandeira. É uma quota como outra qualquer. Inês de Medeiros, por exemplo. Uma boa actriz faz uma boa deputada (embora o lado histriónico ajude) ou o partido precisa de flores na lapela para cumprir a lei e mostrar-se "culto", uma área totalmente rasurada em quatro anos de poder absoluto? Miguel e Inês vão nas listas do PS, não por eles, mas porque sim. Não são apenas mais dois candidatos. São bandeiras.
De Anónimo a 24 de Julho de 2009 às 15:22
Levem também o senhor bastonário, please.A malta agradece.
De ASG a 24 de Julho de 2009 às 16:02
Mas onde é que estamos? A D.Inês, que se saiba, nem sequer vive e habita em Portugal, poderá ser deputada?
De almeidaa a 24 de Julho de 2009 às 16:07
Disse Einstein, "A tradição é a personalidade dos imbecis."; quer neste JAMAIS quer no SIMplex, tradição não falta - dizer mal dos outros, indelicadeza, especulações, impracisões, meias-verdades e acima de tudo falta de coragem em expor e assumir ideias, linhas de rumo, aceitar o bom, criticar o mau pela contraproposta e por aí fora. Esta é a herança que este país recebeu das gerações passadas. Haja coragem de deixar gente nova e sem religião partidária dar a cara e começar a construir um novo futuro. Por este andar vamos de mal a pior pois nada de bom se vislumbra no horizonte.
De
JoãoNeto a 24 de Julho de 2009 às 16:13
O MVA já veio dizer que é um "desafio de todo o tamaho". Sugiro uma "bandeira de todo o tamanho".
De fado alexandrino a 24 de Julho de 2009 às 18:35
Aqui está explicada a sua explicação
http://daliteratura.blogspot.com/2009/07/deputado-por-lisboa.html
São mais dois penduricalhos em lista no partido do Parece.
De
Levy a 24 de Julho de 2009 às 19:08
O PS cometeu um grave erro. Está convencido que MVA representa os gays, que fala em nome deles e que irá atrair os seus votos.
Isso por si só é de um vaidosismo e de um auto-convencimento tremendo.
A houver alguma estratégia "gay" para as eleições, deveria ser a de espalhar as influencias por todos os partidos e não apenas por 2.
Fernanda Câncio, com aquele ar insuportável, e MVA com ar de convencido, prejudicam mais os gays do que ajudam.
Houve mudanças de 1987 para cá.
«Estamos em 1987 e Cavaco Silva é primeiro-ministro da república, o país parou para receber uma deputada italiana.
Passados quase vinte anos lutamos por quotas e por uma participação mais activa das mulheres na política.
Não esqueçamos que Cicciolina dava o corpo por uma causa, levava as coisas a peito.
Vejamos, então, o que pensava Maria Teresa Horta [escritora] desta representante parlamentar do povo italiano:
Penso que a Cicciolina não é mais que uma pobre-diabo oportunista, fruto de uma sociedade doente. De uma sociedade falocrata, sexista, discriminatória e cruel.
Ora bolas, por isso é que as senhoras não vão para a política para não terem de ouvir comentários destes.»
Agora é a esquerda (por assim dizer) que acha que as actrizes já não são pobres-diabos (diabas?) oportunistas...
João acha que uma actriz/realizadora e um activista gay são bandeiras.
Acho-os pessoas com ideias próprias.
A questão está em saber se alguém está preocupado em saber a opiniãom política do terceiro ou do sétimo elemento duma lista. Porque não a opinião política do segundo e do sexto (ou do vigésimo segundo).
Eles não são bandeiras são ovelhas que andavam mais ou menos tresmalhadas e se deixaram enrabanhar.
De
Levy a 24 de Julho de 2009 às 20:20
Ainda nem há 15 dias MVA declarava que ia votar no PS:
http:/ blog.miguelvaledealmeida.net /?p=951
Primeiro ia só votar, agora aparece como candidato. Esta é talvez a maior cambalhota dos últimos tempos em Portugal. MVA nunca se daria ao trabalho de abandonar o voto no Bloco, se não fosse para ir para deputado. Se isto não é oportunismo, o que é que é oportunismo?
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