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Jamais

Jamais

13
Ago09

Ai tanto oportunismo

Maria João Marques

Sejamos, pelo menos, só um bocadinho sérios. Não tenho visto ninguém na oposição de centro-direita culpar o governo pela contracção na economia que se sentiu devido à crise económica desde fins de 2008. Foi criticado o governo por não ter percebido que a conjuntura internacional nos afectaria, por ter apresentado um orçamento irrealista para 2009, por ter desvalorizado o impacto da crise em Portugal, por não ter resolvido, em muitos casos ter até aprofundado, os problemas estruturais que continuarão a afligir-nos depois de qualquer retoma conjuntural.

 

É, por isso, particularmente indecoroso que o governo reclame para si os louros do crescimento de 0,3% do PIB do segundo trimestre de 2009 (que é muito poucochinho, nós não somos a Alemanha ou a França, mas podia ser pior). Diz José Sócrates, leio no Público, que estes resultados «mostram que o Governo está num caminho seguro para sair de uma das mais graves crises da economia» (o bold é meu). A gente já sabia que o PS de Sócrates confunde o Estado com o PS; ficamos a saber que confunde também o país (aquele que trabalha e produz para saír de recessões) com o PS. Caro José Sócrates: se os 0,3% são fruto do trabalho do governo, então as contracções anteriores também são. Se não usarmos seriedade, pelo menos usemos lógica, pode ser?
 

E, pela minha parte, caro PM, faça favor de não se apropriar de louros que são meus (e do resto da população empregada e dos empresários) e nunca do governo.

1 comentário

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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