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Jamais

Jamais

15
Ago09

E SE NOS DEIXÁSSEMOS DE TRETAS...

José Pacheco Pereira

…e se  percebessemos este simples, claro, meridiano facto de que ter mais quatro anos de governo PS - Sócrates é um desastre nacional, um desastre nacional que pode deixar o país estragado para muitos e muitos anos.  E se  percebessemos este simples, claro, meridiano facto de que, nem que seja apenas para inverter algumas políticas perversas, que os socialistas irão continuar porque não sabem fazer doutra maneira até o país falir, sem imaginação, nem fôlego, nem dinheiro,  já prestamos um grande serviço a Portugal.


Não há razões máximas, gloriosas, teoricamente atractivas, "ismos" perfeitos, não há equipas a reluzir de novo, saídas não se sabe bem donde, não há governos-maravilhas, mas apenas governos-possíveis, não há regenerações de varinha mágica? Talvez. Mas também não há milagres a aparecer pelas esquinas. Não estão cá os nossos amigos, não está cá a nossa tribo, estão cá alguns inimigos figadais? Paciência. Está quem está. E está o país, Portugal, que precisa bem mais da nossa vontade do que das nossas distracções.

Há erros, mesmo erros graves? Certamente que há. Tem que se engolir alguns sapos, para usar a terminologia culinário-diabólica que por aí anda? E depois? Também tive que engolir os meus, mas não me esqueço deste simples, meridiano, claro facto: de que o país está numa situação muito difícil e a mera inversão de algumas políticas que sabemos hipotecarem o futuro, já é um excelente resultado.


Não vos agrada a pessoa A e B, tirariam a pessoa A e B, entendem que A e B são prejudiciais ao partido e que foi um erro de Manuela Ferreira Leite tê-los lá colocado? Acham que eu também concordo, que também gosto, que eu não acho mal? Mas   não me esqueço deste simples, claro, meridiano facto de que um novo governo Sócrates significaria um incremento da instabilidade social e um arrastar do país para um cada vez maior endividamento, até o dia em que se vão embora, sem sequer fechar a luz porque são desperdiçados,  e deixam uma factura que só com muitos sacrificios se pode cobrar. Ainda se vai a tempo de travar, depois será muito tarde e com um elevado preço a pagar pelos mais pobres e os que mais precisam. Que são também os que mais precisam de um Bom Governo, mesmo que não seja o Perfeito. Não gostam de  Manuela Ferreira Leite? E depois, gostam mais de Sócrates?

Não há razões autárquicas que se sobreponham às nacionais que estão em jogo nas legislativas, não há razões intra-partidárias, questões, questiúnculas, amizades, inimizades, que possam servir de pretexto a que não se tenha em conta a frase de Sá Carneiro que fica bem nas paredes das sedes, mas que se esquece na primeira volta: é o país que está primeiro, e o partido só depois e subordinado ao primeiro. Estamos numa altura em que as mais mínimas das razões são também máximas, se nos desviarem a  atenção do que é central em Setembro: mudar o governo, retirar o PS e José Sócrates do poder. No fundo é simples, claro, meridiano, até também é simplex.
 

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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