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Jamais

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17
Ago09

A intolerância dos "tolerantes"

Miguel Reis Cunha

O episódio do insulto do João Galamba ao nosso João Gonçalves merece uma reflexão mais profunda sobre a forma como a esquerda dita “moderna” encara a liberdade de expressão.
Sabemos que, na blogosfera, há como que um código de conduta tacitamente aceite por todos que permite pisar um pouco mais o risco dos limites da liberdade de expressão. Mas, também é habitual ver, sobretudo na blogosfera, em matérias como a interrupção voluntária da gravidez, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a apologia da homossexualidade, etc.. as pessoas ditas de “esquerda” desatarem a injuriar e a insultar a parte contrária.
A situação é irónica já que, há umas dezenas de anos atrás, era a esquerda que se dizia defensora da liberdade de expressão e fazia a apologia da diversidade de opiniões, defendendo com unhas e dentes as virtudes do relativismo ético. Agora, é a esquerda que se afirma detentora da verdade “moderna” e a todos os que se opõem aos seus dogmas só resta uma de duas alternativas: ou se submetem ou acabam insultados e achincalhados. Assim, quem é contra o casamento homossexual é homofóbico; quem é a favor da defesa da verdade é salazarista; etc, etc..E isto a nível global, desde a Dinamarca, com as famosas caricaturas de Maomé, passando pela vergonhosa campanha promovida pelos media nos EUA contra a candidata Sarah Palin ou a reacção insultuosa do crítico gay Perez Hilton contra o conceito de casamento da Miss California e tantos outros exemplos que poderia aqui dar.
Nesta última polémica, a questão é particularmente sintomática se levarmos em consideração que um dos intervenientes, além das suas responsabilidades como professor universitário, tem também responsabilidades como candidato a futuro deputado da nação. E, neste particular, não podemos esquecer o deplorável espectáculo que, nesta última legislatura, muitos deputados e o próprio Primeiro-Ministro deram e que não convinha repetir.
Respeito, decoro e, já agora, um pouco mais de relativismo se faz favor !
 

14 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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