De henrique pereira dos santos a 25 de Julho de 2009 às 22:56
Os concursos públicos para dirigentes na administração pública são bastante opacos e com a desvantagem de permitir desresponsabilizar quem nomeia de facto.
A minha proposta é relativamente simples, é uma espécie de call for tenders (não sei bem como se chama em Português):
é declarado aberto um período de candidatura ao cargo (é preferível que também os não vinculados à administração possam apresentar-se), quem quiser candidata-se, os dirigentes acima escolhem livremente dentro dos candidatos, sendo obrigados a fundamentar publicamente e por escrito a escolha, que poderá ter ums instância de recurso com três pessoas externas ao serviço em causa.
Este sistema é relativamente simples (bem mais que um concursos) responsabiliza quem se candidata porque se candidata e responsabiliza quem escolhe, porque tem liberdade de escolha e porque tem de fundamentar publicamente a escolha.
Por mim esta escolha seria sempre precedida de entrevista pública de discussão curricular, mas isto já é um detalhe.
henrique pereira dos santos
Honestamente, desde que haja seriedade no proceso e se resolva o problema tudo bem. «Concurso público ou outro qualquer mecanismo que assegure a objectividade e imparcialidade». :)
De henrique pereira dos santos a 25 de Julho de 2009 às 23:09
Partindo da seriedade qualquer processo é bom.
A questão é saber como se limita a falta de seriedade que "é de todos e virá".
De maneira geral, e essa é a lógica da solução "concursos", procura-se instituir tantas regras quantas as necessárias para garantir a objectividade.
Ora isso é um erro porque a escolha de dirigentes (como genericamente qualquer escolha de pessoas, mas a questão é tanto mais importante quanto mais diferenciada for a função para que se escolhe) implica sempre subjectividade.
Interesa pois é discutir o melhor sistema de lidar com a inevitável falta de seriedade (com qualquer governo), manter dentro de limites razoáveis a discricionaridade, manter a simplicidade de processo e permitir o escrutínio por qualquer pessoa.
henrique pereira dos santos
De
João a 25 de Julho de 2009 às 23:18
E, acima de tudo, prever ausência TOTAL de indemnizações a quem for dispensado, bem como a TOTAL responsabilização pelos seus actos de gestão. Tem de se ultrapassar o tempo do laissez faire-laissez passer!
De Augusto a 25 de Julho de 2009 às 23:23
Mas o PSD faz exactamente o mesmo, ia lá agora a D. Manuela Ferreira Leite arranjar problemas com as clientelas.
Boys PSD e Boys PS são tudo farinha do mesmo saco.
Quem tiver dúvidas, basta ver o que se passa na Madeira , cartão do PSD emprego certo, militante da oposição meio caminho andado para o desemprego....
Augusto,
Eu no texto escrevi: «Ao longo destes anos de democracia a Máquina do Estado tem funcionado para dar emprego aos carreiristas costumeiros». Isto aplica-se portanto a PS e PSD e a todos os governos como é óbvio. A questão é que eu quero que acabe e é para mim essencial que o PSD largue este vício.
De
Stran a 25 de Julho de 2009 às 23:39
Oi,
Desculpem o incomodo, mas queria dizer que deixei-vos um desafio no meu blogue para se pronunciare sobre um tema que envolve liberdade e democracia:
http://blogdotuga.blogspot.com/2009/07/eu-estou-farto.html
P.S. Já agora como estou censurado n'O Insurgente o desafio também foi lançado a esse blogue, se puderem cheguem essa informação a alguém do Insurgente
De NP a 26 de Julho de 2009 às 01:16
É impressão minha ou estou a ver sociais-democratas a comentar, tendo como verdadeiras, declarações do Bloco de Esquerda?
É engraçado ver o que a ausência de ideias próprias provoca.
De todo o modo e para o ajudar nesse seu esforço pela transparência, quer que lhe envie uma lista de cargos de topo, públicos e privados, atribuídos a militantes do PSD durante as governações sociais-democratas?
NP,
Eu não sou social-democrata, em primeiro lugar.
Em segundo lugar, não estou a assumir como verdadeiras as declarações do bloco. Aliás, leia a primeira frase.
Em terceiro lugar não disse em parte alguma que o PSD não joga esse jogo. O que eu quero é que pare isso. Não é partidarismo, é uma opinião que abrange todos os partidos. Abrange o Estado.
De NP a 26 de Julho de 2009 às 14:06
Devia ter feito essa declaração "apartidária" antes de iniciar a sua participação num blog assumidamente social-democrata (basta ver o painel de bloggers para se retirar essa conclusão).
Eu não estou a afirmar que teve como verdadeiras as declarações do Bloco de Esquerda. Aliás, leia a primeira frase do meu comentário.
Aprecio a sua vontade reformadora na nomeação de cargos públicos de destaque. Mas não apresenta soluções viáveis, o que seria, sem dúvida, um importante contributo.
Mas continue no seu esforço, eu irei lendo os seus posts com todo o gosto.
Eu fiz essa declaração no meu primeiro post, caro NP.
Muito bem, Tiago. PCP, BE e PP penso que estão de acordo. Aguardo ansiosamente pela posição do PSD.
É tamanha a podridão
desta promiscuidade,
levando à devassidão,
densa de imoralidade.
Parece tudo valer
para uns votos ganhar,
a rosa a desvanecer
e o Poder a definhar.
De
Núncio a 26 de Julho de 2009 às 13:54
Embora subscreva a ideia de aperfeiçoamento do recrutamento de altos quadros da AP, digo-vos que o maior problema não são os concursos públicos de pessoal, mas os concursos para celebração de contratos.
Tudo resumido: "Maria, abra-me já um procedimento para adjudicação do fornecimento de plasmas para a secretaria-geral. Quero que o contrato seja celebrado daqui a 30 dias no máximo. É para adjudicar à empresa x e o valor do contrato vai ser de y."
De SD a 27 de Julho de 2009 às 01:42
Por muito que os elementos deste blogue vociferem por concursos públicos e o fim das nomeações políticas sem critérios de mérito, quem manda no vosso partido nunca aprovará tal medida pois precisam dela para manter o vasto aparelho e manter a subserviência de boa parte do mesmo.
Se de facto querem mesmo mudança, então terão de votar no MMS, o único partido que diz explicitamente que vai acabar com as nomeações em cascata desde a sua génese. Por isso, aqueles que aderem e apoiam o MMS já sabem que nesse partido não haverá distribuição de tachos. Dessa forma afastam-se imediatamente oportunistas e carreiristas de politiquices e jogos de bastidores.
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